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quinta-feira, 5 de março de 2026

ESCRITO NAS ESTRELAS (Serendipity)




Inicialmente, me propus assistir a esse filme por curiosidade. Muito em função do título original, uma vez que, teoricamente, é o tipo da trama que a gente já sabe o que vai acontecer. Também porque há no enredo especulações sobre coincidências, chamadas pelo mestre alemão Jung de sincronicidade, assunto que me agrada. Mas ao fim, acabei me adocicando.

Serendipidade (Serendipity), o título original, é uma palavra estranha, um anglicismo não usual, mas que é mais comum do que se possa pensar. Significa algo como descobrir coisas úteis ao acaso, enquanto estamos fazendo algo nada a ver com o que foi descoberto. A penicilina, o forno de micro-ondas, a batata chips e o Viagra, por exemplo, são criações acidentais, serendipidades.
"Escrito nas estrelas", o titulo em Português, é uma comédia romântica, natalina de 2002. Traz o ótimo John Cusack (Jonathan) e a charmosíssima, que melhora com o tempo, Kate Beckinsale (Sara), que protagonizam o filme quase em dueto. São dois jovens que saem às compras de Natal, entram na loja Serendipy, disputam o mesmo presente e se encantam mutuamente. A mocinha é mística, ligado a destino, fiel aos astros e tudo o que eles combinam entre eles à nossa revelia. O mocinho está apenas encantado com ela. A partir daí, o que combinam não dá certo e se sucede uma série de desencontros que duram todo o filme. Quase todo, porque enfim, sempre haverá uma pista de patinação no Central Park, pronto para atender os desígnios do destino. Estava escrito, segundo Sara.

Emoldura a abertura da trama a voz única de Louis Armstrong.

Em tempos de guerras e contrariedades raivosas é um bom ansiolítico virtual.