Os anos 60/70, para quem teve a doce aventura de ser jovem por lá, foi um tempo de transformações de costumes e comportamentos. Cabelos da gurizada desceram costas abaixo; saias das meninas subiram 4 dedos gordos acima do joelho. Tecnicamente, engordados no cós, após a primeira esquina longe das casas.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
POOH
Os anos 60/70, para quem teve a doce aventura de ser jovem por lá, foi um tempo de transformações de costumes e comportamentos. Cabelos da gurizada desceram costas abaixo; saias das meninas subiram 4 dedos gordos acima do joelho. Tecnicamente, engordados no cós, após a primeira esquina longe das casas.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
MISS SLOANE
Elizabeth Sloane não tem vida social. Toma anfetaminas, uma vez que não dorme e não tem trato pessoal, o que afasta relações de amizades. E eventualmente compra sexo para se desestressar, tendo o cuidado de manter a mesma parceria.
Elizabeth é uma lobista intransigente na perseguição de vitórias para suas propostas. Não tem ideologia política, credos ou ativismos. Seu lema é vencer custe o que custar; pise onde, no que, ou em quem ela tiver de pisar. E por sua influência e carisma, é disputada pelo meio político e agenciadores lobistas.
domingo, 8 de fevereiro de 2026
CUBA LIBRE
A juventude dos anos sessenta/setenta tinha poucos vícios. A que eu vivi não bebia, e quando fumava, os poucos, era na base do Elmo sem ponta ou Colúmbia. Pura marra, afinal não havia um mocinho nos cartazes de Hollywood. que não figurasse com um cigarro pendurado nos beiços. Saíamos à noite, de sexta a domingo, muito a fim de nos esfoguetearmos nos bailes ou reuniões dançantes, e depois percorrermos o saldo de madrugada em busca de alívio, onde houvesse uma luz vermelha e onde alguma tresnoitada companheira de ocasião pudesse nos receber em troca de uma inocente cuba libre. “Paga uma cuba, bem?”. Pois é: Cuba libre! Mas livres éramos nós, e nem precisávamos dizer isso.
Guevara teve talento, ou seja, morreu cedo. Segue por ai como alma penada em busca da luz que talvez tenha tido e oferecido aos seus próximos, assombrando o cosmo, pousando vez por outra em ouvidos despercebidos e carentes, e se eternizando em tatuagens míticas juvenis, bonés e camisetas. Coisa de quem sabe pouco a respeito , assim como tem outros que tatuam a suástica, Hitler e o próprio anjo caído. .
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
REUNIÃO-DANÇANTE
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
CHUVA E LÁGRIMAS
“Maio de 68” foi um movimento estudantil que começou em março, na comunidade de Nanterre, ao lado de Paris, que logo a seguir tomou a capital, depois a França e o resto do mundo.
Foi uma espécie de nova revolução francesa promovida por estudantes, esta de coloração roxo-hematoma, diferente da anterior que era vermelho-guilhotina. Baixaram o cacete na gurizada que questionava o autoritarismo nas universidades, a rigidez dos costumes, a Guerra do Vietnam e reivindicava reformas. E estava a fim de sexo, drogas e rock and roll. A polícia carregou as nuvens com gás lacrimogêneo e fez chover lágrimas. Eram tempos de moderna contestação social, cujo ápice foi o grande surubão de Woodstock, no ano seguinte. A revolta estudantil estimulou outras classes, provocando uma greve geral que parou a França, e cortou os pés do gigante De Gaulle que, impotente, renunciou em abril de 69.
Muitas obras surgiram do “Maio de 68”. Artigos, revistas, livros e filmes. Assisti a um de 2003, com a Eva Green chamado "Os sonhadores" e não gostei. Um trisalzinho meia boca em meio aos protestos, arremedo do outro chamado "Jules e Jim - uma mulher para todos", com a Norma Bengell, este sim, muito bom. E músicas, muitas. Até mano Caetano meteu um "proibido de proibir". Mas a música mais marcante, que os estudantes entoavam quase como se fosse um hino era "Rain and tears" (Chuva e lágrimas... Chuva mais gás lacrimogêneo), do grupo Aphrodite”s child (Filhos de Afrodite), ícone do rock progressivo, cujo vocalista era um egípcio enorme, de origem grega nascido em Alexandria, com uma voz marcante de improvável delicadeza. Linda, única e surpreendente, basta ouvir e confrontar a voz com a estrutura de onde ela saía.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
AEROPORTO
Aeroporto, de 1970, não foi o primeiro filme-catástrofe, mas, penso que juntamente com "Inferno na torre", de quatro anos depois, é seguramente o mais popular e de recordes de bilheteria no gênero.
sábado, 20 de dezembro de 2025
CORPOS ARDENTES
Quando um franco atirador noturno, desses que chegam aos ambientes mormente de poucas luzes, espalhando ao léo chumbo com o olhos, encontram a caça certa, ou supostamente certa, significa que aquelas poucas luzes noturnas serão estendidas até serem engolidas pela luminosidade do sol.
No mais das vezes tudo se resolve com um banho e um "até...". No entanto, por trás de uma "tal caça certa" pode estar outro caçador, e o que era para ser fugaz e agradável, torna-se uma bomba química de resultados imprevisíveis.
domingo, 14 de dezembro de 2025
AMOR SEM FIM
Em 1981, Lionel Richie já planejava deixar a maravilhosa banda "The Commodores". Mas ainda como componente da banda, lançou em dueto com Diana Ross o single "Endless Love". Um diálogo de amor declamado sob acordes, que foi repetido ao longo do tempo por outros duetos, alguns com igual encantamento, nunca superior ao deles. Com dois "monstros" vocalizando uma música que foi considerada pela Billboard, revista especializada na indústria fonográfica, como o maior dueto musical de todos os tempos, a glória eterna estava garantida.
Essa música está umbilicalmente ligada a um filme homônimo, também de 1981, com a nossa eterna Brooke Shields, e suas duas lagoas azuis entre cílios. Um filmezinho oitentista, meio piegas, cujo tema remete às duas famílias veronenses e shakespearianas Montencchio e Capuleto. O filme teve outra versão em 2014, que manteve a trilha. Ambos são melhores apenas ouvidos.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
SOLITUDE
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
THE MCCOYS
Não há um registro oficial a respeito, apenas uma desconfiança no Rock N’ Roll World de que The McCoys tenha sido a precursora das bandas de garagem.
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
THE BEACH BOYS
Sim, se faz banda em família. "The Beach Boys", os fantásticos californianos que conseguiram realizar o casamento duradouro entre o rock e o surf, lá no comecinho dos anos 60 tinham, no seu formato original e, para o meu gosto o mais produtivo, quatro irmãos e um primo. Foi uma banda que bateu de frente e fincou bandeira, com a Invasão britânica de 64, capitaneada pelos Beatles.
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
SUMMER OF LOVE
Verão do amor (Summer of Love) foi um movimento pela paz iniciado na primavera de Nova Iorque, em 1967, que tomou rumo do mundo. Um fenômeno social contra a guerra do Vietnam, que arrebanhou a elite cultural. Artistas, e em especial ativistas da comunidade "Make love, not war ". Foi um evento urbano, limpinho, de banho tomado e arrumadinho, sem sexo e drogas, mas não dá para apostar. Acho que foi precursor do embarrado surubão de Woodstock que aconteceria dois anos depois, o que não invalida os motes, muito pelo contrário.
BADFINGER
TRANSFORMERS POP
sábado, 8 de novembro de 2025
ALFONSINA
Alfonsina Storni nasceu na Suíça e aos quatro anos mudou-se com os pais para a Argentina. Em 1901, ainda criança, a família fixou-se em Rosário, sempre com severas restrições financeiras. Alfonsina então se jogou no trabalho, atuando como operária, professora de costura e atriz. A poesia doía na alma poética desde sempre, mas vertia apenas como catarse.
Com 43 anos descobriu um câncer de mama. No estágio em que foi identificado e com os recursos da época, nada mais poderia ser feito. Então resolveu tomar o caminho que um ano antes, quando também diagnosticado com câncer, o escritor uruguaio Horacio Quiroga tomou: suicídio. A diferença, talvez porque Quiroga fosse um homem sorumbático e trágico com a vida, foi a forma. Ele tomou cianeto, Alfonsina caminhou vagarosamente em direção ao mar e se deixou engolir por ele. O ano era 1938, e três dias antes de se suicidar, ela envia de um hotel de Mar del Plata para um jornal, o soneto “Voy a Dormir”. E foi.Ariel Ramírez, autor da Misa criolla, compôs também o tributo musicado em homenagem a ela, cuja letra e melodia jorram de dor e devem ter ajudado a salgar a costa Argentina. Ele não conheceu Alfonsina, mas inspirou-se em sua história, que lhe fora contada pelo pai, de quem ela tinha sido aluna.
"Pela branda areia que lambe o mar
Sua pequena pegada não volta mais
Um caminho solitário de dor e silêncio chegou
Até a água profunda
Um caminho solitário de dores mudas chegou
Até a espuma"
Mercedes Sosa eternizou a canção, mas ... Nana Mouskouri, a diva que já gravou em 15 idiomas, dos quais sete fala fluentemente; que depois de Dalida é quem mais vendeu discos na França, e que junto com Michelle Pfeiffer divide o lado leste do meu coração, a internacionalizou. Quando ouço, quase me afogo.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
𝐇𝐎𝐌𝐎 𝐇𝐎𝐌𝐈𝐍𝐈 𝐋𝐔𝐏𝐔𝐒
Pelas paredes do velho e querido Colégio União havia quadros com provérbios em latim, fato que nos obrigava a pesquisar seus significados no Google de então, também conhecido como Delta-Larousse. Entre os provérbios, o mais intrigante deles: 𝙎𝙞 𝙫𝙞𝙨 𝙥𝙖𝙘𝙚𝙢 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙗𝙚𝙡𝙡𝙪𝙢 (se queres a paz, prepara-te para a guerra).
sexta-feira, 31 de outubro de 2025
LEGO DISPERSO
segunda-feira, 27 de outubro de 2025
ROMY SCHNEIDER
sexta-feira, 17 de outubro de 2025
A CHAVE DE SARAH
Coincidentemente, seu marido recebe como herança, um apartamento que, no período da guerra, abrigou uma história trágica. A casa pertencia à familia de Sarah, uma menina de 10 anos que vivia com os pais e um irmãozinho e que, por serem judeus, foram enviados aos campos de extermínio. Quando a polícia chegou, Sarah chaveia o menino em um armário, e não descansou enquanto não conseguiu fugir para libertá-lo. A chave se torna amuleto e grilhão.
Sarah cresceu sendo acolhida clandestinamente por uma família francesa, mas com os demônios da infância arrastando correntes em sua consciência. Quando completa 18 anos, muda-se para a América. Deixa um bilhete carinhoso e só volta a contatar a família benfeitora quando, tempos depois, dá conta de que está bem, casada e com um filho.
Julia, que por muitos anos tentara uma nova gravidez sem sucesso, acaba engravidando e enfrenta o nariz torcido do marido, de quem se divorcia. Torna-se obsessiva pela história e sai a caça de seus personagens ainda vivos. Publica sua matéria, mas ainda há coisas para descobrir. E encontra o saldo da vida de Sarah: seu filho William (Aidan Quinn). com quem tem uma primeira conversa desastrada, uma vez que o filho desconhecia o passado da mãe. Dois anos depois, Willian, já de posse da outra parte da história, consegue reunir-se com Julia, que vai ao seu encontro levando a filhinha.
Paro por aqui porque já cortei mais da metade do que tinha me proposto a escrever sobre esse filme. Fiquei muito tocado, a ponto de vê-lo duas vezes no mesmo dia. 𝐎 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 é 𝐚𝐩𝐨𝐭𝐞ó𝐭𝐢𝐜𝐨. 𝐀𝐬 𝐟𝐚𝐥𝐚𝐬, 𝐨 𝐫𝐞𝐬𝐮𝐥𝐭𝐚𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐢𝐬𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐚 𝐨𝐛𝐬𝐞𝐬𝐬ã𝐨 𝐝𝐚 𝐣𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐞 𝐨 𝐚𝐦𝐨𝐫 𝐝𝐞 𝐦ã𝐞, 𝐞 𝐚 𝐢𝐦𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥 é 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐬𝐞𝐧𝐬𝐢𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐝𝐫ã𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐦𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐯𝐢𝐯𝐞𝐦𝐨𝐬.
Não percam! Convém reservar alguns lencinhos.

