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domingo, 14 de dezembro de 2025

AMOR SEM FIM



Em 1981, Lionel Richie já planejava deixar a maravilhosa banda "The Commodores". Mas ainda como componente da banda, lançou em dueto com Diana Ross o single "Endless Love". Um diálogo de amor declamado sob acordes, que foi repetido ao longo do tempo por outros duetos, alguns com igual encantamento, nunca superior ao deles. Com dois "monstros" vocalizando uma música que foi considerada pela Billboard, revista especializada na indústria fonográfica, como o maior dueto musical de todos os tempos, a glória eterna estava garantida.

Essa música está umbilicalmente ligada a um filme homônimo, também de 1981, com a nossa eterna Brooke Shields, e suas duas lagoas azuis entre cílios. Um filmezinho oitentista, meio piegas, cujo tema remete às duas famílias veronenses e shakespearianas Montencchio e Capuleto. O filme teve outra versão em 2014, que manteve a trilha. Ambos são melhores apenas ouvidos.

Ano seguinte Lionel criou coragem e foi viver sua carreira solo, nos brindando com obras do quilate de ""Hello" , "Say you, say me" e vasto repertório que lhe rendeu o faturamento sobre mais de 100 milhões de cópias vendidas.
Sempre que ouço "Endless.." me vem à cabeça outra obra prima da forja romântica: a música "Eu te amo", do Chico Buarque, por uma questão inversamente singular. "Endless love" é muita melodia para pouca letra; "Eu te amo" é muita letra para pouca música e pouquíssima voz.
Enfim... Eles que são gênios que se entendam. Eu só curto e compartilho.

https://castelodeguardanapos.blogspot.com/


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