Quando um franco atirador noturno, desses que chegam aos ambientes mormente de poucas luzes, espalhando ao léo chumbo com o olhos, encontram a caça certa, ou supostamente certa, significa que aquelas poucas luzes noturnas serão estendidas até serem engolidas pela luminosidade do sol.
No mais das vezes tudo se resolve com um banho e um "até...". No entanto, por trás de uma "tal caça certa" pode estar outro caçador, e o que era para ser fugaz e agradável, torna-se uma bomba química de resultados imprevisíveis.
Corpos ardentes fala sobre o link maldito entre Ned (John Hurt), um advogado de porta-de-cadeia, notívago e fracassado, e o poço de sensualidade, e na trama embaixadora do anjo caído na Flórida Kathleen Turner. Matty (Turner) é casada com um ricaço, mas não consegue tirar o pé da lama. Leva uma vida dupla e tem planos. Em uma de suas tantas mariposeadas noturnas colidi com Ned, a terra teme e os colchões se incendeiam. E a caçada inverte.
Ned é abduzido pelas redondices e reentrâncias da bela e manipuladora Matty Obcecado pede ajuda a um de seus clientes criminosos para dar um fim no marido da moça, fugir com ela e viverem felizes para sempre com o dinheiro do de cujus. Dá tudo errado e o nosso Ned, que antes flertava com o fundo do poço, leva uma bola nas costas e acaba metros abaixo do fundo.
O filme é de 1981 e um clássico de temática é atemporal. Ademais, sempre é bom lembrar quem foi Kathleen Turner antes que a artrite tivesse, cedo demais, feito o estrago que fez. Uma pena.
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