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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

AEROPORTO


 

Aeroporto, de 1970, não foi o primeiro filme-catástrofe, mas, penso que juntamente com "Inferno na torre", de quatro anos depois, é seguramente o mais popular e de recordes de bilheteria no gênero.

O elenco tem um time de peso, composto por figuras carimbadas e premiadas do álbum hollywoodiano da época de ouro: Burt Lancaster, Dean Martin, Jean Seberg, George Kennedy, Helen Hayes, aa passageira idosa clandestina, oscarizada pelo papel, Van Heflin e... Jacqueline Bisset, com 26 aninhos em seu quarto filme, e que patrocina com o capitão Dean Martin, o lado romântico do caos.
Era para ser um voo tranquilo e de algumas comemorações, que sai de Chicago com destino a cidade eterna, Roma. Mas a bordo, a tripulação é informada que há uma bomba, levada por um terrorista velho e perturbado, Helfin, no último filme de sua carreira, e que viaja com a esposa. O comandante tenta retornar, em pouso de emergência, no entanto, além da cidade estar em sofrimento sob uma monumental nevasca, a equipe de terra não consegue dar suporte por ter a pista bloqueada por outra aeronave. Um microcosmo tenso e desesperador, cheio de impossibilidades, por quase duas horas. Não tem como não estar dentro daquele avião suando frio.
Porém, além de ser um filme muito bem feito e de atuações memoráveis, tem algo especial na obra: a música. Airport Love Theme, uma joia de Alfred Newman e imortalizada por Vincent Bell. É simplesmente inesquecível, e perpassa os tempos como trilha sonora de eventos especiais. Ouça e viaje sem bombas e nevascas!

Pelo sucesso, o filme recebeu três sequências até 1980, com o Concorde, mas sem o mesmo charme.

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