A toada melancólica desses guris não foi à toa. Tinham tudo e mais um pouco para dividirem com seus compatriotas de Liverpool, o protagonismo pop dos anos 60/70. Os Beatles até duraram menos, mas escreveram a bíblia pop como banda e seguiram adiante apartados.
Badfinger foi criada em 1965, no País de Gales, tendo estourado nas paradas logo de cara, sendo a primeira a fazer parte do selo Apple, dos Beatles. Voaram alto, muito além do que supunham, e mais do que muitas outras bandas midiáticas da época imaginaram. Entretanto, a falta de uma liderança centrada e minimamente capacitada a lidar com o resultado financeiro do seu sucesso, jogando a gestão totalmente nas mãos de empresárias nada escrupulosos, não permitiu que o sucesso se firmasse.
Duas lideranças perturbadas e depressivas, acabaram em um coquetel trágico que misturou álcool, drogas e dívidas, levando ao suicídio o líder Peter Ham, em 1975, com 27 aninhos. E a pá de cal com o suicídio da outra liderança em 1983, do seu segundo líder Tom Evans, aos 36 anos.
Foi uma banda maravilhosa, precursora do estilo power pop, personalística, de melodias perfeitas para as festas das sextas-feiras. O dedo do destino, no entanto, não contribuiu. Dedo ruim. Badfinger.
Mas alguns ainda andam por aí, curtindo o legado, sob a sombra trágica do que quase foram.

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