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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

POOH


Os anos 60/70, para quem teve a doce aventura de ser jovem por lá, foi um tempo de transformações de costumes e comportamentos. Cabelos da gurizada desceram costas abaixo; saias das meninas subiram 4 dedos gordos acima do joelho. Tecnicamente, engordados no cós, após a primeira esquina longe das casas.
Na música, por aqui a Jovem guarda, e na internacional, a chamada "Invasão britânica" ao solo e tímpanos americanos, que depois ganhou o mundo. O som estridente das guitarras, somado aos exercícios de improvável controle motor dos bateristas prevaleciam. E ganhavam espaços íntimos, as baladas italianas paridas do Festival de San Remo, sentidas, sofridas como letra de tango, mas adocicadas, que amoleciam corações e sacudiam hormônios. Há em todos, tenho certeza disso, dezenas de intérpretes e cações italianas gravadas em memória permanente (ROM) no hipocampo. Basta não cozinhar na primeira fervura.
"Pooh"é uma banda italiana fora da curva, uma vez que os gringos da "bota" sempre preferiram invadir o mercado em carreiras solo. A banda, no estilo pop/progressiva, nasceu em Bolonha, no ano de 1966, e vendeu mais de 100 milhões de cópias ao longo da carreira.
O nome Pooh parece não querer dizer nada, no entanto, trata-se de uma homenagem ao fofo ursinho Pooh, da Disndey, nome sugerido pela secretária da gravadora. A banda, que antes se chamava de The Jaguars foi obrigada a trocar, uma vez que havia outra banda com esse nome. Os gringos acabaram gostando, porque era um nome curto, de boa sonoridade e, segundo eles, inspirava eternidade. E, de fato, eles ainda andam por aí, mais de meio século depois.

São pioneiros na inserção de tecnologia em suas apresentações, como  canhões a laser, e os primeiros a ter seu próprio sistema de iluminação, palcos desmontáveis, máquinas de fumaça e utilização de mixers. Foram revolucionários e ganharam oito vezes o Festival de San Remo. 

Alguns títulos são eternos, como "Tanta voglia di lei" .







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