Elizabeth Sloane não tem vida social. Toma anfetaminas, uma vez que não dorme e não tem trato pessoal, o que afasta relações de amizades. E eventualmente compra sexo para se desestressar, tendo o cuidado de manter a mesma parceria.
Elizabeth é uma lobista intransigente na perseguição de vitórias para suas propostas. Não tem ideologia política, credos ou ativismos. Seu lema é vencer custe o que custar; pise onde, no que, ou em quem ela tiver de pisar. E por sua influência e carisma, é disputada pelo meio político e agenciadores lobistas.
Miss Sloane, como é chamada, enredou-se, e foi chamada para depor no Congresso americano, a fim de responder sobre suas táticas nada ortodoxas, e que contrariavam os interesses de um segmento político. Esse segmento, lutava para implementação de um projeto de lei sobre o uso de armas, e já havia tentado cooptá-la para a causa, mas acabou sendo ridicularizado por ela, que pretendia defender um projeto contrário. Eis porque se enredou. Sua vida pessoal, seus pontos fracos, foram expostos, e ele teve de contra-atacar da forma mais dura possível. Miss Sloane, não sairia perdendo de graça. Não sem chutar o pau da barraca e complicar meio mundo.
No encerramento da audiência no senado, tomou a palavra e admitiu métodos escusos, disse que sabia que seria atacada implacavelmente, com o avanço do seu projeto, porque tinha uma colaboradora trabalhando na concorrência; Que usou escuta clandestina registrando o senador Sperling, seu algoz no processo, aceitando suborno do chefe da outra empresa de lobby.
Foi presa, arruinou a carreira, mas acabou com a concorrência e com o senador. No entanto, o filme encerra com ela saindo da prisão, tranquila e com o mesmo olhar gelado e atento.
Bom filme. Bom de ver o embate entre o premiado John Lithgow (senador Sperling) e a maravilhosa Jessica Chastain dando vida à miss Sloane que, como costuma fazer, toma conta do pedaço.

Nenhum comentário:
Postar um comentário