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sábado, 20 de dezembro de 2025

CORPOS ARDENTES



Quando um franco atirador noturno, desses que chegam aos ambientes mormente de poucas luzes, espalhando ao léo chumbo com o olhos, encontram a caça certa, ou supostamente certa, significa que aquelas poucas luzes noturnas serão  estendidas até serem engolidas pela luminosidade do sol.  

No mais das vezes tudo se resolve com um banho e um "até...". No entanto, por trás de uma "tal caça certa" pode estar outro caçador, e o que era para ser fugaz e agradável, torna-se uma bomba química de resultados imprevisíveis.

Corpos ardentes fala sobre o link maldito entre Ned (John Hurt), um advogado de porta-de-cadeia, notívago e fracassado, e o poço de sensualidade, e na trama embaixadora do anjo caído na Flórida Kathleen Turner. Matty (Turner) é casada com um ricaço, mas não consegue tirar o pé da lama. Leva uma vida dupla e tem planos. Em uma de suas tantas mariposeadas noturnas colidi com Ned, a terra teme e os colchões se incendeiam. E a caçada inverte.

Ned é abduzido pelas redondices e reentrâncias da bela e manipuladora Matty Obcecado pede ajuda a um de seus clientes criminosos para dar um fim no marido da moça, fugir com ela e viverem felizes para sempre com o dinheiro do de cujus. Dá tudo errado e o nosso Ned, que antes flertava com o fundo do poço, leva uma bola nas costas e acaba metros abaixo do fundo.

O filme é de 1981 e um clássico de temática é atemporal. Ademais, sempre é bom lembrar quem foi Kathleen Turner antes que a artrite tivesse, cedo demais, feito o estrago que fez. Uma pena.
https://castelodeguardanapos.blogspot.com/

domingo, 14 de dezembro de 2025

AMOR SEM FIM



Em 1981, Lionel Richie já planejava deixar a maravilhosa banda "The Commodores". Mas ainda como componente da banda, lançou em dueto com Diana Ross o single "Endless Love". Um diálogo de amor declamado sob acordes, que foi repetido ao longo do tempo por outros duetos, alguns com igual encantamento, nunca superior ao deles. Com dois "monstros" vocalizando uma música que foi considerada pela Billboard, revista especializada na indústria fonográfica, como o maior dueto musical de todos os tempos, a glória eterna estava garantida.

Essa música está umbilicalmente ligada a um filme homônimo, também de 1981, com a nossa eterna Brooke Shields, e suas duas lagoas azuis entre cílios. Um filmezinho oitentista, meio piegas, cujo tema remete às duas famílias veronenses e shakespearianas Montencchio e Capuleto. O filme teve outra versão em 2014, que manteve a trilha. Ambos são melhores apenas ouvidos.

Ano seguinte Lionel criou coragem e foi viver sua carreira solo, nos brindando com obras do quilate de ""Hello" , "Say you, say me" e vasto repertório que lhe rendeu o faturamento sobre mais de 100 milhões de cópias vendidas.
Sempre que ouço "Endless.." me vem à cabeça outra obra prima da forja romântica: a música "Eu te amo", do Chico Buarque, por uma questão inversamente singular. "Endless love" é muita melodia para pouca letra; "Eu te amo" é muita letra para pouca música e pouquíssima voz.
Enfim... Eles que são gênios que se entendam. Eu só curto e compartilho.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

SOLITUDE