Porém... A montanha pariu o rato. O filme é apenas bonzinho, prende bem a atenção, até porque, bacudo, como se faz para desviar os olhos de Nicole? Ela é Silvia Broome, uma africana branca, ex-ativista, moldada sob o cetro da violência política racial e corrupta da região em que se criou, que teve a família morta em conflitos, e que se torna interprete da ONU, em Nova Iorque, supostamente em nome da paz.
Em um momento vago, incidentalmente, ouve vozes em dialeto africano, combinando um atentado terrorista contra um líder totalitário. Coincidentemente o culpado pelo extermínio de sua família. O atentado seria executado durante um manifesto que a tal liderança faria na Assembleia Geral.
Talvez essas ações não passem de coincidências. Ao ouvir e dar noticias de que ouviu, Silvia passa a ser alvo. Então recebe a proteção do agente Keller(Penn), também torturado por perdas, estas mais recentes. Era para estarem se consolando mutuamente até hoje, porém, a trama não contemplava relações afetivas.
É uma temática ótima, atemporal, com enredo bem enredado, mas faltou consistência e refinamento. Em resumo: é um prato de boa comida, feito com capricho, mas com quase nada de sal e demais temperos. No entanto, acabo de rever. (Culpa da Nicole).

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