sexta-feira, 8 de agosto de 2025
REGRAS DA VIDA
quarta-feira, 30 de julho de 2025
FACES DA VERDADE
Cai no colo de Rachel Armstrong (Kate), uma repórter que escreve sobre política, por uma graça divina ou diabólica, e de uma fonte inocente, uma informação bombástica, capaz de mexer com a estrutura da inteligência americana. Também de uma forma ocasional, consegue confirmar a informação por outra fonte. É o sonho de qualquer jornalista. Um furo que alavanca a carreira e no caso americano, a inevitável e cobiçada inscrição ao Prêmio Pulitzer. Mas há os riscos de uma informação grave, e a partir dela, Kate começa a cavar o seu futuro.
A ética jornalística dá ao profissional o direito de preservar a fonte, conforme a constituição. Mas ela, a constituição, tanto lá como cá, deixa brechas para empoderar o autoritarismo, e a pressão governamental se vai ao absurdo. Kate é instada a revelar a fonte, por uma questão de segurança nacional, mas não cede e tem seu destino amargado pela lealdade. Essa lealdade é coroada com a frase de seu advogado (Alda) que diz em júri "eu vim defender uma pessoa, não um princípio, mas para pessoas grandiosas não há diferença entre a pessoa e os princípios". Uma frase que sai do filme para a vida. A fonte original, a pessoa que inocentemente deu a informação a Kate, a gente só descobre no último ato, e é o que mais engrandece o personagem, uma vez que abre mão de sua liberdade e parte de sua vida por princípios.
Um filme que prende do início ao fim vai para a prateleira dos imperdíveis.
terça-feira, 22 de julho de 2025
ARRITMIA
terça-feira, 15 de julho de 2025
MILAN KUNDERA
A juventude dos anos 70/80 vinha da ressaca transformadora da década anterior. Passou a uma fase a viagens introspectivas e a fincar bandeira, se não em gurus, em referenciais filosóficos. De Khalil Gibran a Vinicius de Moraes; de Michel Foucault, talvez para o entendimento de pensamentos mais rígidos e prevenir-se deles, a Manuel Jacinto Coelho e seu interminável Universo em desencanto.
Mas houve um que preencheu todas os espaços, e que nos deixou em 2023, aos 94 anos: Milan Kundera.Dizem que Milan foi um transformador com a sua arte de escrever. Não sei avaliar isso. Sei que foi um ícone de pódium para quem gosta de leituras criativas e viagens profundas, algumas sem volta, bem como orienta sua influência literária que foi de Nietzsche a Kafka, entre vários outros pesos pesados das artes e da literatura. Dele me busquei e me encontrei nos contos de "Risíveis amores", não pela temática sexual, ou não só por ela, mas pela robustez do que se insere nas entrelinhas da sexualidade.
Dias desses revi o filme "A insustentável leveza do ser", com Daniel Day Lewis e Julliete Binoche, baseado na obra homônima de Milan que, comparada ao livro deixa muitas frustrações, o que é normal. Ninguém adapta roteiros melhor do que nós mesmos introjetados nas histórias.
Decolou rumo ao infinito como Aznavour, aos 94 anos e com isso, desconfio que essa seja a idade em que as estrelas daqui vão brilhar lá em cima.
segunda-feira, 14 de julho de 2025
UMA VEZ
sexta-feira, 11 de julho de 2025
TEMPO
quarta-feira, 9 de julho de 2025
O TROCO
terça-feira, 8 de julho de 2025
DESIDERATO
segunda-feira, 7 de julho de 2025
O Conselheiro do Crime

Você está autorizado a classificar como imperdível um filme que tenha a direção de Riddley Scott e no elenco de Michael Fassbender, Penélope Cruz, Cameron Diaz, Javier Barden e Brad Pitt. Uma quase certeza de que estará sentado no sofá degustando uma obra de duas horas.
O filme The Counselor é vendido como sendo de ação e crime, que se propõe a vasculhar intimidades dos cartéis mexicanos. O início, no entanto, nos deixa em dúvida. Você tem a sensação de que está prestes a assistir a um filme pornográfico, longe dos propósito lidos na sinopse. E seguem-se diálogos de rendez-vous, para enfim, depois de 15 minutos, encontrar o eixo prometido. Então concluímos pela descontextualização dos arrulhos iniciais, colocados no início, talvez para impactar. Mero apelo.
Mas não é só isso que não agrada no filme. Há muito não via, nem sei se vi, um cast tão poderoso, participar de um enredo tão atrapalhado. Cortes mal feitos, história mal encaixada e personagens esvaziados. E dirigido por Riddley Scott!
Filmes sobre máfia, em especial as famílias mexicanas, são caracterizados pela brutalidade e pela quase ausência de personagens do bem. Isso The Counselor entrega em boa dose. Não há mocinhos. E vemos Brad, Barden e Penélope submetendo-se a uma coadjuvância chusma.
Não costumo falar de filmes que não gosto, mas The Counselor, ou O conselheiro do crime, me pareceu tão absurdo, talvez pela expectativa criada, que resolvi escrever a respeito. Uma bosta
domingo, 6 de julho de 2025
EXPIRAÇÃO
TEMPORIZANDO
Você vai perceber quanto do metro do tempo já se foi olhando suas fotos; as fotos dos seus filhos e dos filhos deles; e talvez ou daqui a pouco, as dos filhos dos filhos deles. Você pensa que já passou, que morreu para o mundo que passa do outro lado da rua, mas não, apenas envelheceu.
E tudo passou num zás! Parece que foi ontem que você dava piques escada abaixo, com pouco efeito solo, calçando um tênis, com uma bola embaixo do braço e com um fôlego inesgotável. E depois, mais e mais atividades, até que aquele fôlego prepotente arregasse, e lhe mostrasse a fragilidade de estar de posse da carcaça emprestada em comodato pelo Criador. Ah, saudades daquelas juntas, daqueles joelhos sadios de cartilagens risonhas, daqueles ombros irresponsáveis e da musculatura que, acontecesse o que acontecesse, parecia que não tinha acontecido nada. Você usava e abusava da sua musculatura rija. De todas elas.
Se ainda tem dúvidas de que o tempo voa, basta lembrar se ontem mesmo você tomava algum analgésico ou anti-inflamatório ao menor sinal de desconforto. Quantas vezes por ano sentia necessidade de ir ao médico, enfrentar uma bateria de exames, alguns constrangedoramente invasivos? Você não vai lembrar. Hoje, as recomendações dos operadores de saúde começam com a obrigação de você fazer ao menos 10% do que fazia anteontem, apenas para se manter minimamente saudável. O que não exclui a investigação rotineira de procurar algo que certamente será achado. Afinal, para que servem as manutenções médicas, não é mesmo?
O tempo não para. Nem preciso ser Cazuza para dizer isso, e nem oferecer a essa sentença um ar reflexivo. Nós já desistimos de olhar a vida passar, muito porque ela não deixa. Ela passa e pronto, e você que trate de se inserir entre datas comemorativas, preferencialmente lúcido. Mesmo que incomodado por essa sensação de ser folha seca soprada no redemoinho do tempo, atordoado e de pouco chão. Aonde o vento pretende nos levar? Sabemos, claro, nascemos com prazo de validade. Só não sabemos quando, mas mesmo sabendo que falta menos do que faltava há pouco, estamos sempre desconfiados, e torcendo, que vá demorar. Portanto, pisque e já será daqui a pouco; durma e você acordará um ano mais velho. E quando a luz definitiva se apagar, que seja como em uma noite de porre. Apenas um sono pesado e sem sonho para não haver esperanças de acordar. A gente sabe que a esperança é mais pé no chão do que a fé.
O que ganhamos ao nascer é o presente, e a vida sempre será isso: o presente. Então que possamos fazer dele o melhor presente e aproveitá-lo como verbo e substantivo. Mas passa, como os parágrafos anteriores também passaram.
O poeta cubano José Martí sentenciou: “Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro: três coisas que toda pessoa deve fazer durante a vida”. Agora você sabe porque. São as formas físicas que você tem de se eternizar, seja na natureza, seja no coração dos seus, ou em alguma estante.
Ao fim, é o que importa. Gracias a la vida y a mis hermanos, tantos, que no los puedo contar
quinta-feira, 3 de julho de 2025
AS ESPIÃS DE CHURCHILL
O título brasileiro nada tem a ver com o original, que é A Call to Spy (Uma chamada para espionar). Mesmo porque, o gordinho do V da vitória transformado em paz e amor pela turminha do make love not war, Churchill, não aparece nunca, e só recebe uma ou duas referências muito de longe.
quarta-feira, 2 de julho de 2025
GUERRA E PAZ
Porque subestimo a matéria que me envolve.
Por mim sou éter, passageiro do tempo,
Apenas isso, ou nem isso, ou pouco mais que isso,.
Meu espírito dança as músicas que eu gosto.
Quer saber quem sou? Ouça-as, dance junto.
Para saber o que penso é fácil: leia-me.
Não investigue meus olhos para saber de mim,
E as minhas janelas de alma são como são: abstratas.
Dialogo com a vida através dos cinco... seis sentidos.
E desconfio haver outros por onde ainda não interagi.
Vigilante e coalhado de almas minhas caridosas.
Escavo verdades sem medo de ver nelas crueldade.
Veja nas verdades tochas a iluminar bretes morais.
Quando ardem incomodam, no entanto curam.
Tal qual o sol que cega quando saímos das trevas,
Ao absorver a luz, tudo limpa e abstrai sofismas.
Os caminhos que trilho terminam nos dedos;
Impaciente, raciocino também por eles, porém,
Busco ver além dos quatro mostrados pelo artista.
É certo que serei sepultado por equações resolvidas.
Se soluções por vezes não vi é porque perdi. É do jogo.
Desse coquetel de bem e mal não há de restar saldos.
Da doação irrestrita, à busca de recíprocas.
Nunca soube sentir pouco; entregar pouco...
Fui o idiota feliz que flertou com o ridículo,
O louco, que teve o coração devastado em ruinas,
Tudo do todo me pareceu pouco ou me bastou;
Assim, vivo sem pena de me consumir num zás por escolhas boas;
E vivo sem pena as minhas penas, por mais que doam
segunda-feira, 30 de junho de 2025
ELE NÃO É PESADO; ELE É MEU IRMÃO
"He ain’t heavy, he is my brother ” (Ele não é pesado; ele é meu irmão) é uma balada escrita por Bobby Scott e Russell Bob, gravada por Kelly Gordon, tendo ao piano o "recruta" Elton John. Mas bombou mesmo quando "The Hollies" a catapultaram ao cenário mundial, ainda em 1969. Sou muito fã dessa banda, que é parte integrante da grande "Invasão Britânica" dos anos 60, e que forneceu várias versões para a nossa Jovem Guarda.
Segundo o Wikipédia trata-se de uma história real, narrada no livro de 1884, "As Parábolas de Jesus" , de James Wells, moderador da Igreja Livre Unida da Escócia. O livro conta a história de uma garotinha carregando um menino grande. Ao vê-la se esforçando, alguém perguntou se ela não estava cansada. Com surpresa, ela respondeu: "Não, ele não é pesado; ele é meu irmão." Há outras versões, como a do padre que abriu a porta durante uma nevasca para receber um menino carregando o outro, e que teria proferido as mesmas palavras. História ou lenda, a narrativa é inspiradora e resultou em música maravilhosas, que foi gravada por diversos cantores. Com The Hollies é incomparável.
Essa música, a história, ou fábula, por trás dela, o seu tema, tem estado presente na minha consciência ao ver tanta destruição nos campos de guerra pelo mundo. Gente carregando restos de gente. E por último e na contramão de tanta maldade, ao assistir a ação humanitária e desprendida do montanhista indonésio Agam, que viajou quilômetros e arriscou-se para tentar salvar alguém que não conhecia.
Posso não ter mais fé na humanidade, mas Agam me dá esperanças.
domingo, 22 de junho de 2025
GHOSTED: SEM RESPOSTA
terça-feira, 27 de maio de 2025
𝗔𝗖𝗥𝗢𝗦𝗦 𝗧𝗛𝗘 𝗨𝗡𝗜𝗩𝗘𝗥𝗦𝗘
THER WONDERS - O SONHO NÃO ACABOU
sexta-feira, 23 de maio de 2025
AS LINHAS TORTAS DE DEUS
Esse filme é um thriller psicológico, ao nível das boas produções espanholas, onde, apesar dos esforços extremos e de riscos absurdos da mocinha Bárbara Lennie (a delegada de La casa de papel que muda de time) pela solução dos crimes, não dá para negar a paranoia. A gente só não fica sabendo em que estágio. Porém, com inimigo na trincheira conspirando incansavelmente, de fato, é de adoecer. Bárbara cumpre de tal forma competente o papel que eu não confiaria nela pessoalmente. Não antes de ela me apresentar atestado médico.
segunda-feira, 21 de abril de 2025
CONTRATADAS PARA MATAR
Antes de assistir a esse filme, seria interessante saber quem foi Lise Marie Jeanette de Baissac, ou simplesmente Lise de Baissac , ou ainda Louise Desfontaines (o codinome mais marcante dela). Nascida em Marselha (11/05/1905 - 29/03/2004) foi uma heroína, atiradora exímia, membro da Resistência francesa e agente especial do SOE (Special Operations Executive) na Segunda Guerra, órgão criado por Churchil.
Em 1944, quando os Aliados planejavam a improvável invasão ao solo francês tomado pelos nazistas, pela costa da Normandia, um geólogo, peça chave do plano, é ferido, hospitalizado, e está prestes a cair em mãos inimigas. Louise é chamada para liderar um plano de resgate, formando uma equipe de mulheres, que rapidamente treinadas se foram à luta, enfrentando todos os riscos que aquilo representava. E ela foi muito criteriosa na seleção. Todas tinham algum motivo para estarem no front, justos ou interesseiros. Com códigos de honra repassados e acordados (e que nem sempre são cumpridos, dependendo da resistência de cada um à dor), saltaram de paraquedas na região ocupada, já abaixo de chumbo. A partir daí seguem o plano, que é conhecido aos poucos, mas com um foco básico: matar o comandante das tropas invasoras.
Louise esteve na ativa até a rendição plena dos nazistas e posterior fim da guerra. Viveu 99 anos para ser reconhecida e homenagear suas companheiras de luta. O filme é de 2008, com o título de Les Femmes de l’ombre (As mulheres da sombra) e começou a ser gestado a partir do obituário de Lise.
quinta-feira, 17 de abril de 2025
MANHATAN NIGHT
Yvonne Strahovski é uma ótima atriz australiana e que me encanta. Acho uma pena não vê-la tão seguido. Linda, loira, tem um olhar e um sorriso com dois dentões de coelho extremamente sedutores. Intimidades a parte, fui vê-la em Manhattan Night, onde contracena com o desengonçado e ótimo Adrien Brody. Bom filme. Mistério do começo ao fim.
terça-feira, 15 de abril de 2025
A SOMBRA DE STALIN
O título original é "Mr. Jones" e retrata a saga do jornalista galês Gareth Jones, antes do inicio da Segunda Guerra.
sábado, 12 de abril de 2025
MICHELLE PFEIFFER
Michelle é um poema náufrago à deriva buscando um tema; é
verso abstrato em um horizonte gramatical de eventos que se consagra como ponto
de não retorno, onde adjetivos são tragados pelo buraco negro das insignificâncias. Verso de métrica embarcada que se recusa à rima. Ela é o Verbo que as Escrituras transformaram em carne e que, sintetizando física e
química em equação sistêmica, se defini por si: uma singularidade cósmica inatingível.
Não leio Michelle nos versos de Neruda. Também não a percebo
nos lascivos de Bukowski ou nos machistas de Vinicius. Talvez pudesse encontra-la
entre os ufanistas de Bilac personificando a imensidão da Pátria em um
continente de 1,70m ... loira e linda. Talvez. Por vezes tendo a vê-la na dor de Augusto dos
Anjos ou Alan Poe, porque sim, a beleza dói na razão direta de não podermos aprisioná-la, ou
que simplesmente o objeto dessa fascinação esteja em outro plano. Augusto e Poe são intensos, mas mórbidos, parecem encarar permanentemente o abismo, sublimando a relação entre o belo e o
trágico. Michelle não pode ser isso.
Quando a vejo em tela, resta-me agradecer ao Criador que me permitiu dividir com ela o mesmo sol, cumprir séculos iguais, estar presente em sua mesma linha de tempo, embora em mundos paralelos.
Ave, Michelle. Occurremus in caelo
29/04/2001
terça-feira, 1 de abril de 2025
O PACIENTE INGLÊS
Nove estatuetas em 1997 jamais podem ser desprezadas. Em especial com Binoche na tela. A primeira tarefa, no entanto, é manter-se acordado, e no início dessa curva dramática, só por ela. Não gosto muito de histórias contadas em flashbacks. Somado a isso, a lentidão da narrativa tem um forte poder sonífero.
Quando o sono é dominado, entretanto, e no meu caso nem demorou muito, dá para perceber os porquês das nove estatuetas. Recentemente revi esse filme, bem acordado desde os créditos iniciais. É uma grande história, com enredo robusto, direção que oscarizou Anthony Minghella e fotografias espetaculares. E show dos protagonistas.
"O paciente inglês" , como era tratado o ferido (Ralph Fiennes) de guerra que chegou à enfermaria de campanha, sem identificação, todo queimado, após ter o seu avião abatido supostamente pelos alemães, vai ser cuidado pela enfermeira Hanna (Juliette Binoche). Estabelecido o link afetivo entre paciente e enfermeira, o ferido relata uma história de amor vivida antes com a linda Katharine (Kristin Scott Thomas), quando furou os olhos de seu melhor amigo. À medida em que vai narrando, algumas "coisas" começam a ficar mais claras. Sempre lembrando que o pior inimigo é sempre um ex-amigo.
É um baita filme, com temas atemporais como amor, traição e guerra. Sensível, romântico, delicado e humano. Vale muito a pena ver ou rever. E caso durma, vai dormir bem. A imagem de Binoche, que nesse filme leva para casa a estatueta de melhor atriz coadjuvante, sempre traz sono bom, embora sonhos um tanto convulsos.
"Et Si Tu N'existais Pas", Juliete?
quarta-feira, 12 de março de 2025
IRREVERSÍVEL
Monica Bellucci, mesmo estática, transpira sensualidade. Linda, curriculada, poliglota; foi capa de várias revistas e emprestou sua plástica irretocável para grandes grifes de moda e perfume.
É uma mulher de mídia, que morou um tempo no Rio de Janeiro com o ex-marido Vincent Cassel (separaram-se em 2013) e hoje enfeita Portugal. Monica é outra que se queixa que a beleza acabou atrapalhando sua carreira cinematográfica. Mas não. Acho que o seu entrave é justamente uma de suas virtudes: ela posa mais do que interpreta. Nasceu para ser fotografada."𝐈𝐑𝐑𝐄𝐕𝐄𝐑𝐒𝐈𝐕𝐄𝐋", de 2002, com roteiro e direção do argentino Gaspar Noé é um filme em flashback (começa pelo fim), em que ela contracena com o ex Vincent. O ponto de partida é uma cena crua de estupro, sem os cuidados daquela que ficou gravada na nossa memória de "O último tango em Paris", se a palavra "cuidados" cabe em situações assim. Tensa, cruel e revoltante. É uma obra que vai saindo aos poucos da cabeça. Não se consegue apagar tão rápido imagens tão chocantes, o que significa que foi bem realizada e atinge seu objetivo. Mas só recomendo para quem em estômago forte. O filme é tão chocante, que no dia em que foi lançado, cerca de 250 pessoas abandonaram a sala de projeção.
É um filme que há vinte anos provoca reações controversas e recebeu uma nova versão, esta na ordem cronológica natural, e que ainda não vi. O único esteio a nos mostrar que a vida não é tão horrorosa quanto é o submundo habitado por sub-raças noturnas mostrado no filme, é a imagem de Monica. Assisti a esse filme com nojo e só não tive engulhos também por causa dela.
Quanto ao tempo, ele não destrói tudo; não tudo. Não é de todo irreversível.
HAIR
Não sou muito fã de musicais porque acho (apenas acho) que o gênero só cabe em teatro. E a maioria é oriunda dos palcos mesmo, como Moulin Rouge, Cabaret e outros menos votados.








