Não sou fã do gênero, mas além de "Hair", muito mais pelo que representou do que pela obra em si, "Moulin Rouge - amor em vermelho", talvez seja o outro musical que eu realmente gosto e vez por outra revejo. Dos outros dançantes da década de 70, como "Cabaret" e os de Olivia e Travolta, só lembro das músicas. E não me ocorrem outros.
Há personagens reais, como o pintor pós impressionista Toulouse Lautrec, boêmio, viciado e com uma doença rara nos ossos que impediu seu crescimento. Toulouse era um extrato de genialidade. Influenciou fortemente o design gráfico e recebeu o carimbo de padrinho da Art Noveau. Morreu cedo (36), face a sua doença degenerativa, somado a sífilis e porres intermináveis.
A nossa Nicole Kidman (na flor da idade!) é Satine, personagem central e china-mor da tasca. Um combo de sensualidade e sete tipos de sonhos com notas trágicas. Um pouco de Margarite Gautier, (Dama das Camélias). Ewan McGregor é Christian, escritor, parceiro juramentado e praticante do combo lúdico de Satine, por quem o escriba cai de quatro logo de cara (quem não cairia?). A cena onde selam sua paixão é mágica. É como um namoro de gato no telhado, quando soltam a voz em dueto, em um pot-pourri encantador.
A trilha sonora é atemporal. Como um todo, se formos buscar suas letras e significados, é uma outra forma de contar a história do filme e dos personagens centrais, que estão soberbos.
Imperdível. Mistura luxúria e promiscuidade de forma lúdica e com ares de inocência. Portanto, de ambivalências desconcertantes. O único senão é o destino de Satine. Não se faz uma coisa daquelas com a Niki.

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