Midnight cowboy, 1969, é um filme para ser assistido atentamente e desarmado de sinopses. Ambienta-se em uma época de grandes mudanças comportamentais, ao som de uma trilha sonora, parte do que melhor se produziu musicalmente, naqueles combos que misturavam rock, soul e country americano.
"Perdidos..." Não é só uma história meio drama meio comédia, tipo vida de palhaço, é uma lição, ou algumas lições. Ainda hoje, mesmo que tenha se passado mais de 50 anos do seu lançamento, prova que é atemporal para que a gente revise projetos de vida e dimensione sonhos. Que permita a cabeça viajar longe, porém, mantendo um contato mínimo com o solo. E também um louvor às amizades verdadeiras.
Buck foi tentar a vida como michê em Nova Iorque, baseado na sua enorme capacidade de sedução, segundo ele mesmo, habilidade essa testada nos tempos de galã arrabaldino. Jon Voight, que perdeu a identidade quando Angelina Jolie mostrou os lábios (passou unicamente a ser pai dela) dá uma aula de interpretação; e Dustin Hoffmann, na sua normalidade genial.
Deu tudo errado e o final é deprimente. Mas melancolias à parte, o filme é maravilhoso. Tanto que arrebanhou três Oscar's e mais algumas indicações. Não entendo porque não levou a estatueta de trilha sonora.
"Everybody's Talkin" é da lavra de Fred Neil, mas ganhou notoriedade com o filme e na voz do ótimo Harry Nilsson. Inesqueível!

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