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quinta-feira, 10 de outubro de 2024

OS INTOCÁVEIS



- Estão dizendo que vão derrubar a lei seca. O que o senhor vai fazer então?

- Talvez tomar um drink...

E foi nessa baladinha conformista mesmo que acabou a vida do grande Eliot Ness, aos 54 anos: bêbado e pobre, o homem que conseguiu a façanha improvável de colocar Alphonse Gabriel Capone, "All" para os íntimos, atrás das grades. Bêbado justo ele, carrasco da máfia durante a Lei Seca americana. O rótulo de celebridade mexeu com a cabeça do antes "Intocável" agente Ness, e ele perdeu os freios depois da consagração.

A saga contada sobre sua vida começou com um livro escrito por Oscar Fraley, em 1957, cujo texto aprovado por Eliot e lançado um mês após sua morte, resgatou o lado heroico do agente, e deu inicio às demais produções (série e filme). Em matéria de produção, no entanto, o herói é muito menos glamoroso que o bandido. O velho All Capone tinha o charme especial pelo poder extraordinário que tinha tendo sido um dos maiores anticristos da história. E no filme, com o brilho de Robert De Niro, explorando todo o cinismo, a prepotência e a crueldade que dizem que o "capo" tinha.  Além de um guarda-roupas chique e rico em detalhes. Uma vida de crimes que rendeu vários dividendos na Sétima arte.  

"Os intocáveis", com a batuta premiada de Brian de Palma, roteiraço irrepreensível e trilha sonora de Morricone à altura, é um filme que eu poderia narrar, mesmo  tendo visto há muito tempo. Só não é necessário porque o revejo de tempos em tempos. Marcante demais. E um show de interpretação de Sean Connery em sua meia hora de participação, em um filme que tem quase duas horas. Meia hora que lhe rendeu um Oscar.

Albert H. Wolff, era o "intocável" ainda vivo à época do filme e auxiliou Kevin Costner a compor o personagem de Ness. Embora, diferentemente da obra,  registros indiquem que o agente não andava armado.


Filmaço

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